Antes do desencontro, o diálogo entre olhares, a delicada comunicação silenciosa entre os corpos.
Antes do perdão, o vazio da noite, o rompante das lembranças, a vaga sensação do toque nos meus cabelos.
Eu sou eu no mais confuso de mim.
Te perco no mais misterioso do que passou entre nós.
Antes do amanhecer, adormeço pensando em que momento nos tornamos estranhos.
Inspirado no capítulo/poema “Entre nós” do livro “No mesmo Mar” do autor israelense Amos Oz.
Dedicado a M.A.C.N